26.000 pessoas para serem deportadas da Holanda

 
O governo holandês defende a politica de deportação com intimidação e repressão.



O governo holandês planeia fazer passar um decreto para permitir a deportação massiva de 26.000 refugiados, ao passo que apenas que um pequeno numero deles recebeu permissão para permanecer na Holanda. Desde a apresentação desta proposta uma onda de acções de protesto assolou o país e organizações internacionais como a “Human rights Watch” condena esta politica visto que ela violaria os princípios internacionais e criaria situações difíceis para os refugiados.



No conjunto de acções que se iniciaram no fim de Janeiro, um protesto foi planeado no centro de detenção de Zestienhoven perto de Roterdão no domingo ,21 de Março. A manifestação foi anunciada da devida forma e questões de segurança foram discutidas com as autoridades locais. Apesar disso, as autoridades locais ilegalmente decidiram proibir todos os protestos, não só à volta de Zestienhoven como em toda a cidade de Roterdão.



Uma enorme barreira policial foi colocado à volta da cidade. Dois autocarros foram parados, foi pedida identificação a tod@s @s passageir@s e ilegalmente fotografadas. Quatro pessoas foram detidas. Todos os carros que iam a caminho de Zestienhoven foram parados, e as pessoas dos carros foram questionadas e fotografadas. Teriam que ter um “muito boa desculpa” para seguir caminho. Transportes públicos foram também parados e @s passageir@s postos fora dos auto carros para serem também fotografad@s e identificad@s. Os protestantes tentaram caminhar de volta para a estação de comboios numa manifestação mas foram proibid@s e forçad@s a ir de volta para a cidade no autocarro. Três carros da polícia seguiram o autocarro no caminho de volta até à estação, inundada também por polícia. Apenas um pequeno protesto alternativo, em frente da prisão de Bijlmer em Asterdão, que possui uma secção de deportação, foi permitida.

A nova politica de deportação foi proposta após muitos municípios afirmarem que não iriam colocar refugiados “rejeitados” na rua ou fora de suas casas, uma politica que tem vindo a ter lugar há anos. Entre esses “rejeitados”, estão muitas famílias com filhos nascidos na Holanda. As autoridades locais entenderam as políticas como sendo cada vez mais injustas e impossíveis de pôr em prática. O novo centro de deportação, tal como o centro de Zestienhoven, irão tornar as deportações mais “eficientes” e grandes cidades como Hague ou Roterdão, concordaram com as novas politicas visto que as iria libertar de “obrigações morais”. Ao mesmo tempo, muitas crianças de escola começaram a protestar contra as politicas que iriam mandar os seus companheiros de turma de volta para os países dos seus pais. Quando o ministro anunciou que apenas 2100 refugiados estão dentro das fronteiras de estado há mais de 5 anos, iriam obter um “perdão” os protestos aumentaram. Várias manifestações tiveram lugar, como uma manif em Hague no dia 9 de Fevereiro e no dia 28 de Janeiro, esta feita por crianças da escola. Existiram também muitas marchas locais criando pressão nas autoridades locais para que rejeitassem as politicam estatais. Como parte desta estratégia, uma coluna de autocarros com refugiados a bordo teve lugar, visitando várias cidades e pequenas vilas. Alguns refugiados encetaram numa longa caminhada de Groningen, uma província no norte, até Hageu, denominando a sua marcha de protesto como “Uma longa caminhada para a liberdade?” Um numero crescente de pessoas ofereceram um local para viver a refugiados “rejeitados”. Um rede cresce no país para procurar locais para a estadia dos refugiados. Em Amsterdão, protestantes e cidadãos preocupados pintaram casas nos passeios em frente das suas portas, para mostrar aos refugiados que eram bem-vindos. Nas ultimas décadas, politicas de refugiados e contra estrangeiros que vivem na Holanda tornaram-se cada vez mais restritas, com a proposta infame de Roterdão para banir os pobre à cabeça. Entretanto, há grandes discussões entre movimentos anti-racistas sobre alternativas como a abertura das fronteiras e o direito à migração. Vê por exemplo a brochura "A Flight Forwards" (en) e o artigo Plans for limiting migrant rights are getting more popular" (en).

[ Multilangual Articles | Human Rights Watch report on Dutch Policies | 1, 2 ]

Earlier feature: Camp for juvenile refugees de-fenced | Features on Indymedia NL: Zestienhoven | Protests against deportation politics ]

[article.addcomment]