POLÔNIA: REPRESSÃO

Evacuação do Squat DeCentrum

 

Durante a tarde de terça do dia 25 de Outubro de 2005, a polícia foi ao squat Decentrum (em Białystok) acompanhada de funcionários municipais e do proprietário, munidos de um mandato judiciário para a evacuação do local, estes convidados não tocaram a campainha e quebraram a porta do squat. Quando um dos moradores do squat se recusou a partir pacificamente, guardas municipais o tiraram do quarto em direção ao corredor, onde dois guardas o seguraram, ele foi espancado no rosto e então recebeu um pontapé de um terceiro no abdômen, além de ser ameaçado em ser jogado na escada. Os moradores do squat retiraram o material do imóvel. Eles e elas declaram sua intenção de não perder o squat sem resistência e pedem por ações de ajuda.
http://pl.indymedia.org/pl/2005/10/16494.shtml http://pl.indymedia.org/pl/2005/10/16495.shtml http://pl.indymedia.org/pl/2005/10/16499.shtml

Quarta-feira, 26 de Outubro de 2005 ás 14h30, uma manifestação em defesa do DeCentrum está prevista em frente à prefeitura na rua Słonimska, 1 em Białystok. http://pl.indymedia.org/pl/2005/10/16504.shtml (pl)

Uma ação de solidariedade acontecerá em Varsóvia em baixo do MSWiA (Ministério dos assuntos internos) na rua Batorego 5, quinta-feira as 15h, também em Poznań na rua Półwiejska, ao lado do Stary Marych, também na quinta-feira as 15h.

Mais informações: http://decentrum.bzzz.net | http://foodnotbombs.prv.pl

Neste ano, outros squats tiveram problemas com as autoridades: Ataque brutal no squat fabryka - relatório sobre a invasão, registros: a chegada, reclamação no telefone, destruição da barreira. Ataque policial no squat Elektromadonna: reportagem, invasão no squat Spółdzielnia - reportagem.

DECLARAÇÃO DO COLETIVO DECENTRUM

O squat DeCentrum situado na rua Częstochowa, 14/2, em Białystok existe há 5 anos. Na nossa cidade, nós preenchemos o papel de um centro cultural alternativo> nós organizamos shows de grupos de todo o mundo (somente aqui, cerca de 100 concertos), vista a situação das instituições culturais na nossa cidade, é uma realização que não passa por despercebida.

No DeCentrum houve também experiências com grupos locais, exposições de artistas excepcionais da galeria OUT OF CONTROL (ex. como parte do Dia de Artes Modernas 2005), além dos ateliers para crianças, de ensino gratuito etc. Graças ao DeCentrum, Białystok tem um papel importante na cena alternativa polonesa, nós promovemos a cidade ao mundo todo através de nossos contatos.

Contudo, o ponto principal das nossas atividades é a ação FOOD NOT BOMBS - há quatro anos, todos os sábados e domingos às 14h na rua Suraska, nós fornecemos refeições vegetarianas quentes a todos(as) que precisam. Nós compramos os alimentos graça ao dinheiro recolhido nos concertos do DeCentrum. O squat é o local onde preparamos as refeições, no entanto agora que perdemos nosso local a continuação das nossas ações estão em questão e aproximadamente 80 pessoas perdem a cada semana a possibilidade de obter uma refeição quente.

DeCentrum foi também um local onde algumas pessoas viviam, agora eles e elas não têm mais um teto.

DeCentrum não é somente um imóvel, mas sim um grupo de pessoas empenhadas nas questões sociais e no desenvolvimento cultural de Białystok. O destino da nossa cidade está muito próximo dos nossos corações, e nós desejamos viver aqui normalmente, desenvolvendo nossas paixões. De agora em diante é certo que vários dentre nós, por falta de atividade ou local para realizar nossas idéias escolherão a rota da imigração. Nós tentamos fazer algo para nós tempos e para os outros sem nem pedir um financiamento das autoridades nem de patrocínios. Nós investimos todo o nosso tempo, nossas emoções e nossa energia construindo algo que certos nomeiam de « sociedade cidadã ». Nós lidamos com nossas próprias mãos, fato que certamente é algo controverso que deixa várias pessoas descontentes.

A decisão das autoridades da cidade de Białystok de evacuar nosso domicílio é um erro e nós advertimos ser um ato sem ampla visão. A cidade não somente deveria apoiar uma iniciativa como a nossa, mas também pelo menos não desestabilizar. É evidente que este tipo de espaço anarquista incomoda os interesses das autoridades da cidade, cuja evidência foi o envio da engrenagem policial repressiva à nossa casa. Os funcionários municipais no local não tinham muito a dizer aos jornalistas, como se eles não houvessem a mínima idéia do que se passava.

Apesar da perda do imóvel, nós não cederemos, nós temos algo que nenhuma autoridade possa tirar de nós - ela não poderá evacuar o espírito DeCentrum.

NÓS RETOMAREMOS O IMÓVEL No. 14/2, RUA CZĘSTOCHOWA

Mais informações em breve - a luta continua!

Por favor, escreva às autoridades:

prezydent at um.bialystok.pl, Przewodniczacy.Rady at um.bialystok.pl, AWroblewska at um.bialystok.pl, ebierc at um.bialystok.pl, amatys at um.bialystok.pl, atrzeciak at um.bialystok.pl

cartas/telefone

Prefeito Ryszard Tur, ul. Słonimska 1, 15-950 Białystok, tel. +48 (85) 7411-125

Deputado Marian Edmund Blecharczyk ul. Słonimska 1, 15-950 Białystok, tel. +48 (85) 7411-254

Deputado Krzysztof Sawicki ul. Słonimska 1, 15-950 Białystok, tel. +48 (85) 7416-051

Deputado Ryszard Szczepan Zimnoch, ul. Słonimska 1, 15-950 Białystok, tel. +48 (85) 7411-448

Artigo original IMC Polônia: http://pl.indymedia.org/pl/2005/10/16512.shtml

add a comment on this article

another raid: Illegal police raid on the "Spółdzielnia" squat

imc-pl 01.Nov.2005 00:58

EVICTION OF SPÓŁDZIELNIA (Warsaw)

Illegal police raid on the "Spółdzielnia" squat

 http://pl.indymedia.org/pl/2005/10/16598.shtml#english

Updates:
16.00 - During the attack on the squat, none of the residents of the squat was on the premises, there was only a friend of the squatters who happened to be there. When the police realised that he was not a resident, they forcefully took him outside and told him that this is not an eviction - since the residents are not present, they are only illegal occupants of the building. Since the squatters' guest was forced to leave, he locked the door with a key - an axe was then used to break the door frame. All the objects were taken to the garage, some were taken to an unknown location; it was not permitted to verify what was taken, so there is no way of verifying if things were stolen. It was also stated that after carrying things away, it would be possible to announce to the private security agency whose employees participated in the raid and who continue to occupy the building. At the moment there are continually two security guards present (not always the same, they change every now and then) and a dog, and they are not permitting anyone to enter the premises. In front of the squat there are about 10 people (mostly residents of other squats), who came to help. The television station WOT arrived.

The confiscated objects can be returned on the basis of a list - i.e. the squatters are expected to write up from memory a list of all their things which they had inside and only objects from that list will be sent to them. This is probably illegal - it is illegal to carry away other people's possesions without a warrant. People had musical equipment, books for their studies, documents, etc. there. When one person took photos of the guards carrying things out of the building, a "sad man" in civilian clothes (who didn't want to either introduce himself or provide any proof of identity) came up to him and claimed that he had no right to publish the photos, because there were special service officers on the spot, whose faces cannot be published. It is not known if this was just a tactical move, or whether secret service officers were genuinely present, or whether they were only private security guards, but there were several witnesses to this conversation.

Present situation: the building is occupied by the security agency, and certainly this will be for the next few days. Nobody has been permitted entry to the premises, the guards have lit a bonfire and are cooking sausages. There are no longer any police present. Supporters of the squat are hanging around outside, waiting to see how the situation develops.

13:00 - 31.10.2005 - This morning at the Spółdzielnia ["Cooperative"] squat (Warsaw, Wilanów district), which was occupied by 7 people, police (two wagons, one police car), a private security firm and the owner turned up. Taking advantage of the fact that only one person was in the building, they entered the premises and started beating down the door (which had earlier been quickly bolted by the single resident) ordering him to quickly leave the building. Despite being warned of the illegality of the action (lack of a warrant, many legal clauses that protect residents e.g. during the winter), the brutal eviction continues. The guests are equipped with crowbars.

The residents request everyone for urgent help and support! The squat "Spółdzielnia" is on Wiertnicza Street.

See also: Problems at the spółdzielnia squat (pl) 03-10-2005 16:02
 http://pl.indymedia.org/pl/2005/10/16186.shtml

PLEASE HELP. PLEASE TELEPHONE AND MAKE THE POLICE KNOW THAT THE WORLD IS WATCHING:

Komenda Rejonowa Policji Warszawa II (Mokotów, Ursynów, Wilanów)
02-617 Warszawa, ul. Malczewskiego 3/5/7
TEL.: +48 22 603 11 55, fax.: +48 22 603 18 52

The more who telephone, the better. Best telephone to the
police public relations officer: TEL: +48 22 603 76 76

Get the fuck off private property

CheisDead 04.Nov.2005 22:37

Who the fuck do you think you people are? There is no such thing as squatters rights. They are on someone else's property. The property owner is entitled to use his/her property as he sees fit. If he doesn't want people living there, throw them out. If they refuse...throw them in jail!

Solidarity movement for squatters, what bullshit. Go cry somewhere else assholes

- CheisDead
Celebrating the death of a xenophob, facist and murdering psychopath.